![]() |
| Primeira sessão ordinária da Câmara Municipal de Ribeirão Pires em 2017 |
Sala de aula com uma média de 60 alunos por turma, dezenas de sonhos, dificuldades e em muitos casos uma precariedade de infraestrutura, mas mesmo assim a “pequena” responsabilidade de mudar vidas a partir da história, matemática, geografia dentre diversas outras matérias, isso é claro com um salário completamente “digno”, digamos R$ 2298,80 centavos.
falamos sobre salário, ele tem uma relação direta com a responsabilidade, além das exigências necessárias para ocupar aquele cargo. Quanto maior o grau hierárquico, maior a atribuição, maiores os salários, por isso muitos diretores de empresas recebem até 40 mil reais pelo seu trabalho semanal.
Nessa premissa responsabilidade, exigências e salário o governo de Luxemburgo paga anualmente a um professor a quantia quase que “insignificante” de 97 mil dólares, trazendo para nossa realidade uma média de 25 mil reais por mês, façam suas contas e aos professores, suas malas. Uma das 20 cidades com maior IDH (índice de desenvolvimento humano), representa uma referência no que se diz valorização do professor.
Em outro cenário vemos a política brasileira salários cada vez maiores e uma produtividade cada vez menor, não é preciso uma pesquisa de larga escala para entender que as pessoas se sentem insatisfeitas com seus representantes.
Tendo em vista esse sentimento de revolta, a redução salarial proposta na Câmara de Ribeirão Pires não é a primeira nem a última que vemos ao longo do Brasil, exemplo de Mauá da Serra e Santo Antonio da Platina onde seus representantes recebem cerca de um salário mínimo.
Analisando o cenário a população clama não por uma redução de salários, mas sim uma melhora no sistema político, encontramos uma enorme falta de produtividade, gasta-se muito e se faz pouco, essa realidade brasileira é a que gera dezenas de pessoas revoltadas.
A proposta em si tem pontos fortes e fracos, qualquer redução ou economia de dinheiro público deve ser prioridade pela crise que vivemos, mas falar apenas do salário do vereador é apenas um ponto que entra na soma de toda a verba de gabinete, ou mesmo toda a verba da câmara municipal que deveria ser revista dentro de um plano de redução de custos.
Um dos fatores que precisa ser lembrado é que a diminuição dos salários dos vereadores não irá aumentar o salário dos professores, sendo problemas que devem ser encarados separadamente. Uma das opções é colocar no projeto o destino para a verba economizada, claro que tendo uma assistência legal analisando essa possibilidade juridicamente.
Vivemos uma crise de produtividade, esperemos que essa proposta seja o primeiro passo para uma política melhor, sem interesses monetários ou que o dinheiro público seja melhor aplicado.
Comentário sobre a sessão de ontem (14/02/17) onde se votou pelo aumento do salário dos funcionários comissionados:
"Ninguém entendeu nada. Tudo muito rápido. Uma votação feita às pressas e o resultado não agradou a população. Alguns vereadores alegaram ter votado pelo aumento da jornada de trabalho, o que realmente aconteceu. Porém, ao se votar por isso, votaram pelo aumento de 15%".

Nenhum comentário:
Postar um comentário