quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Professor universitário comenta o projeto que visa reduzir o salário dos vereadores

Primeira sessão ordinária da Câmara Municipal de Ribeirão Pires em 2017
Por Marco Bellan Ohmori

Sala de aula com uma média de 60 alunos por turma, dezenas de sonhos, dificuldades e em muitos casos uma precariedade de infraestrutura, mas mesmo assim a “pequena” responsabilidade de mudar vidas a partir da história, matemática, geografia dentre diversas outras matérias, isso é claro com um salário completamente “digno”, digamos R$ 2298,80 centavos.

falamos sobre salário, ele tem uma relação direta com a responsabilidade, além das exigências necessárias para ocupar aquele cargo. Quanto maior o grau hierárquico, maior a atribuição, maiores os salários, por isso muitos diretores de empresas recebem até 40 mil reais pelo seu trabalho semanal.

Nessa premissa responsabilidade, exigências e salário o governo de Luxemburgo paga anualmente a um professor a quantia quase que “insignificante” de 97 mil dólares, trazendo para nossa realidade uma média de 25 mil reais por mês, façam suas contas e aos professores, suas malas. Uma das 20 cidades com maior IDH (índice de desenvolvimento humano), representa uma referência no que se diz valorização do professor.

Em outro cenário vemos a política brasileira salários cada vez maiores e uma produtividade cada vez menor, não é preciso uma pesquisa de larga escala para entender que as pessoas se sentem insatisfeitas com seus representantes.

Tendo em vista esse sentimento de revolta, a redução salarial proposta na Câmara de Ribeirão Pires não é a primeira nem a última que vemos ao longo do Brasil, exemplo de Mauá da Serra e Santo Antonio da Platina onde seus representantes recebem cerca de um salário mínimo. 

Analisando o cenário a população clama não por uma redução de salários, mas sim uma melhora no sistema político, encontramos uma enorme falta de produtividade, gasta-se muito e se faz pouco, essa realidade brasileira é a que gera dezenas de pessoas revoltadas.

A proposta em si tem pontos fortes e fracos, qualquer redução ou economia de dinheiro público deve ser prioridade pela crise que vivemos, mas falar apenas do salário do vereador é apenas um ponto que entra na soma de toda a verba de gabinete, ou mesmo toda a verba da câmara municipal que deveria ser revista dentro de um plano de redução de custos.

Um dos fatores que precisa ser lembrado é que a diminuição dos salários dos vereadores não irá aumentar o salário dos professores, sendo problemas que devem ser encarados separadamente. Uma das opções é colocar no projeto o destino para a verba economizada, claro que tendo uma assistência legal analisando essa possibilidade juridicamente. 

Vivemos uma crise de produtividade, esperemos que essa proposta seja o primeiro passo para uma política melhor, sem interesses monetários ou que o dinheiro público seja melhor aplicado.

Comentário sobre a sessão de ontem (14/02/17) onde se votou pelo aumento do salário dos funcionários comissionados:
"Ninguém entendeu nada. Tudo muito rápido. Uma votação feita às pressas e o resultado não agradou a população. Alguns vereadores alegaram ter votado pelo aumento da jornada de trabalho, o que realmente aconteceu. Porém, ao se votar por isso, votaram pelo aumento de 15%".

Nenhum comentário:

Postar um comentário