Como já apontado em outra matéria (conferir em Câmara 2017: quem será o novo presidente) o assunto mais badalado entre os bastidores é o do novo presidente da Câmara para 2017. Com as conversas se afinando, pois, estamos a pouco mais de duas semanas para a votação, dois nomes se afinaram entre os vereadores.
Do lado oposicionista (com formação de dez vereadores), a volta do atual presidente, José Nelson de Barros (PMDB), começa a ganhar coro. Do lado da situação (somando sete vereadores), o nome do social-democrata Rubão Fernandes (PSD), ganhou força, agradando o agora prefeito Kiko Teixeira.
Fato é que Rubão merece atenção maior quando analisamos a sua situação para presidente da Câmara. Vindo de três mandatos consecutivos, sendo o primeiro de suplente e outros dois como vereador eleito, sendo que na última eleição o mesmo alcançou 949 votos, sendo o segundo mais votado no geral, o mais votado entre os eleitos, o mais votado do seu partido e o mais votado da sua coligação. No currículo, traz mais de 5.550 requerimentos feitos à prefeitura, com projetos de lei aprovados, e destacando sua postura contrária à ações questionáveis que o executivo teve no ano de 2016, como a concessão de áreas públicas sem documentação regularizada ou para cumprir acordos políticos, além das polêmicas como os repasses de verbas injustificáveis, e a maior delas, que foi o terreno que aborda a Fábrica de Sal (patrimônio agora tombado), além de uma escola municipal, uma praça e uma biblioteca. Prata da casa, Rubão teve bom relacionamento com seus pares durante os anos de vereança, além de bom relacionamento com funcionários concursados da Casa. Traz consigo o perfil que o prefeito Kiko deve priorizar para não ter um mandato conturbado: ações diplomáticas e diálogo concreto entre todas as partes.
Caso a oposição queira começar seus trabalhos de forma mais homogênea e centrada, fortalecer o nome do atual presidente é uma ação desinteligente. José Nelson, com seu perfil ditatorial e fechado, conseguiu ser o presidente mais odiado. Vaiado em sua diplomação na última quinta-feira (15/12), aos gritos de “Cadê a CEI? ”, referência à CEI da saúde solicitada pelo vereador Renato Foresto (PT), ficou evidente a insustentabilidade de sua permanência na presidência. De difícil acesso e pouco diálogo, José Nelson aderiu à sua lista inúmeros munícipes descontentes com sua forma de conduzir as atividades. Com seu nome envolvido em diversos escândalos, juntamente com seu prefeito Saulo Benevides (PMDB), cujo qual José Nelson defendeu com unhas e dentes, ações antidemocráticas como anulação de votações e de sessões. Os seus votos foram reflexos de sua situação, conquistando apenas 647 votos, apenas conseguiu manter sua cadeira por conta de sua coligação. Fato é que seu próprio berço eleitoral tem lhe abandonado.
Por conseguinte, fortificar o nome de Rubão Fernandes para a presidência da Câmara simboliza certas ações políticas: o início de uma nova fase dentro de um grupo de vereadores que perceberam durante o processo eleitoral o desgosto dos munícipes sobre seus projetos políticos; desintoxicar a presidência e permitir que a população ganhe mais acesso; um representante que agrade ambas as partes para que todas as atividades da Casa; a reafirmação de que a oposição formada tem responsabilidade e, principalmente, coerência política; por fim, que o atual prefeito Kiko Teixeira poderá contar com atuações mais diplomáticas para que evite conturbações desnecessárias dentro de seu primeiro mandato à frente de Ribeirão Pires. A cidade merece uma nova chance, assim como a Câmara também.

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